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Dias D’Ávila: tensão e ameaça de morte durante rebelião

Por: Alessandro Isabel (twitter : alesandroisabel) - 14 de Agosto de 2013 - 10h39

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Clima de tensão. Assim foram as mais de 6h de rebelião liderada por detentos custodiados na 25ª Delegacia Territorial, localizada na cidade de Dias D’Ávila, Região Metropolitana de Salvador.

De acordo com o delegado titular João Pithon, que conduziu a negociação, os internos iniciaram o motim após render o coordenador de custódia na noite de terça-feira (13). “Eles estavam no pátio e quando iriam ser conduzidos para as celas terminaram fazendo o Clóvis (coordenador) como refém utilizando facas artesanais”, relata o delegado.


No momento da tentativa de fuga em massa a delegacia contava com  quatro policiais de plantão. “Foram eles que conseguiram evitar que os internos escapassem”, afirma Pithon. Logo em seguida policiais militares da 36ª Companhia Independente da Polícia Militar (CIPM), Caatinga e Centro de Operações Especiais (COE) já tinha cercado toda a unidade.

Além do coordenador de custódia, outros dois detentos acusados de estupro foram feitos reféns. De acordo com o delegado a falta de um líder dentre os presos terminou dificultando a negociação. “Eles renderam a vítima às 19h de terça (ontem) e conseguimos libera-lo  mais de 1h desta quarta (hoje). Passamos por momentos extremamente tensos, mas conseguimos reverter a situação e todos saíram ilesos”.

 

A delegacia tem capacidade para custodiar 17 presos provisórios, mas no momento da rebelião abrigava 38. “Essa não é a função da Polícia Civil: tomar conta de presos. Todos correm riscos desnecessários e quando acontece uma situação dessas são os agentes que estão com as vidas em jogo”, relata o delegado.

Além dos crimes pelo o qual eles já cumprem pena, os detentos que participaram da rebelião poderão responder por sequestro e cárcere. Após a chegada da imprensa e de uma juíza os presos resolveram liberar o refém. Eles reclamam da qualidade da comida e das condições das celas superlotadas. Durante a revista a polícia não encontrou drogas, nem celulares.

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